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Mónica
Ayos, conhecida por sua figura escultural e por suas apresentações
no teatro de revista em Buenos Aires, debutou no cinema como protagonista
do film "Minha sogra é um zombie", comédia
de humor negro que dirige Ernesto Aguilar e que começou a
filmar-se a semana passada.
"Minha
sogra é um zombie" se encontra agora em plena rodagem,
em locações do bairro de Caballito, onde Ayos é
acompanhada ao topo do elenco pela atriz cubana Audrey Gutiérrez
Alea, filha do falecido cineasta Tomás Gutiérrez Alea,
diretor de "*Guantanamera" e "Morango e chocolate".
«É
uma comédia de humor negro ligeira, com gags, que à
medida que avança se converte num drama mais denso e pesado»,
disse Ricardo Ottone, quem junto a Pablo Madoery escreveu o roteiro.
Os
escritores assinalaram que o film possui referências estéticas
do cinema argentino dos '70, das películas de Enrique Carreiras,
de Hugo e Gerardo *Sofovich e daquelas protagonizadas por Alberto
Olmedo e Jorge *Porcel.
Outros
atores deste film dirigido por Aguilar (realizador de outros longos
como "O planeta dos *hippies/", "Trapo velho",
"*Caminata espacial" e "A granja") são
Germán Favier, Laura Azcurra, Hugo Arana e Edda Díaz.
Em
"Minha sogra é um zombie", Ayos interpreta a Virginia,
uma formosa bruxa que oculta seus poderes maléficos trabalhando
como atriz de teatro de revista e que tenta roubar-lhe o noivo (Favier)
a sua irmã María (Gutiérrez Alea) usando para
isso todo tipo de truques de sedução e magia negra.
«O
mais importante da película é do que sendo como é
um produto independente, não quer parecer-se no estético
ou narrativo ao que se considera habitualmente 'cinema independente
argentino'. É como um engendro, porque trabalhamos com uma
sex symbol e com uma estética próxima aos films de
classe B», explicou Aguilar.
Por
último, Ottone e Madoery definiram ao roteiro como «uma
cumbia escrita por William Shakespeare», já que nele
se misturam temas considerados da cultura elevada com outros da
cultura popular.
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